Fim de Curso

Portão eletrônico não para no fim de curso corretamente em deslizantes com sensor magnético: como ajustar o espaçamento dos ímãs

Fernanda LisboaLeitura de 5 min
Portão eletrônico não para no fim de curso corretamente em deslizantes com sensor magnético: como ajustar o espaçamento dos ímãs

O portão deslizante passa do ponto: ou bate na trava mecânica antes de parar, ou fecha e deixa um vão aberto, ou fica indo e voltando sem assumir que chegou ao fim. Em portão com fim de curso magnético (aquele par ímã e sensor reed/hall, sem haste nem roldana), o ajuste é todo no espaçamento e no posicionamento dos ímãs. Acertar isso é questão de milímetros e de entender como o sensor “enxerga” o campo magnético.

Portão eletrônico não para no fim de curso corretamente em deslizantes com sensor magnético: como ajustar o espaçamento dos ímãs

Como o fim de curso magnético funciona

Diferente do fim de curso por chave mecânica (que é um botão físico que o portão encosta e aperta), o magnético usa ímãs fixados na cremalheira ou numa régua que acompanha o portão, e um sensor fixo no motor. Quando o ímã passa na frente do sensor, o campo magnético fecha o contato interno e a central entende “cheguei no fim, pode parar”. Simples, mas sensível: se o ímã passa longe demais do sensor, o contato não fecha e o portão não para.

São dois ímãs, um para abrir e outro para fechar. Muita gente inverte os dois na hora de reinstalar, e aí o portão abre quando deveria fechar o fim de curso. Preste atenção em qual é qual.

O ajuste de espaçamento, na prática

A distância entre a face do ímã e a face do sensor é o que mais importa. Em geral o ponto ideal fica entre 5 e 15 milímetros, dependendo da força do ímã e da sensibilidade do sensor, mas a regra de ouro é: perto o bastante para acionar com folga, longe o bastante para não raspar. Se o ímã encostar no sensor durante o movimento, você quebra o sensor.

  • Portão não para (passa direto): o ímã está passando longe demais, o sensor não aciona. Aproxime o ímã do sensor, poucos milímetros de cada vez, e teste.
  • Portão para antes da hora ou “treme” no meio: ímã solto mudando de posição, ou um ímã perdido na régua acionando fora de lugar. Confira a fixação.
  • Para no lugar certo às vezes, erra outras: espaçamento no limite. Está acionando só quando o portão corre perfeitamente alinhado. Aproxime um pouco para ganhar margem.

Posicionamento longitudinal: onde colar o ímã

Além da distância lateral, importa onde ao longo do trilho o ímã fica. É isso que define em que ponto o portão para. Quer que ele pare dois dedos antes da trava mecânica? Mova o ímã do fim na direção que antecipa a parada. O certo é o portão parar pela eletrônica, nunca batendo na trava física: a trava é só segurança, não ponto de parada de trabalho. Portão que todo ciclo bate na trava para parar vai arrebentar fixação, cremalheira e o próprio batente com o tempo.

Deixe uma folga pequena de parada antes do batente de fechamento também, uns 2 a 4 cm, para o portão não forçar contra o pilar e para a fotocélula e a borda de segurança terem espaço de atuar.

Polaridade do ímã importa

Esse é o detalhe que enlouquece quem não sabe: muitos sensores (principalmente os de efeito hall unipolares) só acionam com uma das faces do ímã virada para eles. Você posiciona tudo certinho, na distância certa, e não aciona. Vira o ímã ao contrário (troca o polo que fica de frente para o sensor) e funciona na hora. Se aproximar o ímã não resolveu, antes de concluir que o sensor queimou, tente inverter o lado do ímã.

Quando não é ajuste de ímã

Nem todo “não para no fim de curso” é posicionamento. Vale um diagnóstico rápido antes de ficar mexendo nos ímãs:

  • Sensor queimado: comum após raio ou se o ímã bateu nele. Com um multímetro em continuidade, aproxime o ímã: tem que fechar o contato. Não fechou com o ímã colado, o sensor foi.
  • Fio rompido ou mau contato: o cabo do sensor passa por regiões que se movem e flexionam. Rompimento interno dá falha intermitente clássica.
  • Ímã enfraquecido ou perdido: ímã velho perde força, e às vezes um simplesmente cai do lugar sem ninguém notar.
  • Central sem reconhecer o fim de curso: em algumas centrais o fim de curso magnético precisa estar ligado nos bornes certos e, em placas com aprendizado de curso, você precisa refazer o reconhecimento do percurso.

Dica final de segurança

Faça os ajustes com o portão destravado mas sem ninguém na linha de movimento, e nunca com a mão perto do encontro do portão com o pilar quando ele estiver energizado. Ao reaproximar os ímãs, faça um movimento de cada vez e observe de longe. Portão deslizante pesado prensando a mão contra o batente é acidente grave, e acontece justamente na hora de regular, quando a pessoa se distrai mexendo.

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