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Como identificar e substituir o fusível da central de comando do portão Garen

Fernanda LisboaLeitura de 4 min
Como identificar e substituir o fusível da central de comando do portão Garen

Portão Garen que ficou completamente mudo, sem LED aceso na placa e sem reação nenhuma ao controle ou à botoeira: antes de pensar em placa queimada, olhe o fusível. Ele é a peça mais barata da central e a primeira a morrer justamente porque é a proteção, projetado para queimar antes que uma sobrecarga leve o resto junto. Trocar custa alguns reais e cinco minutos. O que não dá é sair trocando fusível em série sem entender por que ele queimou, porque fusível que estoura de novo na hora está avisando que o problema é outro, mais sério, lá dentro.

Como identificar e substituir o fusível da central de comando do portão Garen

Onde fica e o que ele protege

Na placa Garen o fusível fica quase sempre encaixado num porta-fusível preto perto da entrada de força ou do transformador, logo depois de onde chega a rede. É o guardião da alimentação: se entra um pico, um curto no motor ou no transformador, ele abre o circuito e salva a placa. A maioria usa fusível de vidro de 5×20 mm (aquele cilindro com as duas tampinhas metálicas e o filamento visível dentro). Alguns modelos usam o de lâmina, igual ao de carro. Antes de mexer, desligue a energia no disjuntor, sempre, mesmo que a central já esteja aparentemente morta.

Como saber se ele queimou

O jeito mais rápido é o olho: no fusível de vidro, se o filamento interno está rompido no meio ou o vidro ficou escurecido por dentro, está queimado, não tem erro. Mas nem sempre a rotura é visível, então o teste certo é com multímetro na função continuidade. Tire o fusível do porta-fusível, encoste uma ponta de prova em cada tampinha. Se apitar, está bom e o problema é outro. Se ficar mudo, está queimado. Esse teste de dez segundos evita trocar fusível à toa e procurar defeito no lugar errado.

O fusível certo: amperagem é lei

Aqui mora o erro mais perigoso. O fusível tem um valor de corrente gravado na tampinha metálica (por exemplo 2A, 3A, 5A). O de reposição tem que ser do mesmo valor, nem mais, nem menos. Botar um de amperagem maior porque “não achei igual” é convite para incêndio: o fusível deixa de proteger e a placa é que vai queimar na próxima sobrecarga. Respeite também o tipo (rápido ou retardado, se o manual especificar). Na dúvida, leve o queimado até a loja e compre um idêntico. Fusível é barato, placa não.

Trocando

Com a energia desligada, abra a tampa da central, localize o porta-fusível e puxe o fusível queimado (nos de vidro ele sai pressionando levemente para o lado e levantando, ou abrindo a tampinha do porta-fusível). Encaixe o novo, do mesmo valor, bem firme nos contatos. Feche, religue a energia e teste. Se o LED acende e o portão volta a responder, resolvido.

Queimou de novo na hora: não insista

Se o fusível novo estoura no mesmo instante em que você liga, pare. Isso é curto, e trocar mais um só vai torrar o próximo. Os suspeitos, do mais comum ao menos: motor com enrolamento em curto (zumbe e esquenta, cheiro de queimado), capacitor estufado ou vazando, transformador da central em curto, ou um fio descascado encostando na carcaça. Desligue tudo, desconecte o motor da placa e teste só a central energizada: se agora o fusível aguenta, o problema está no motor ou no capacitor, não na placa. Sendo honesto, fusível que queima repetido quase nunca é “azar”; é sintoma, e insistir só aumenta o estrago.

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